Energia solar e inclusão social no Brasil – Parte 2

Finalizando nosso assunto do mês passado, de acordo com Ronaldo Gusmão, coordenador da Ecolatina, até setembro de 2005, 246 mil casas foram financiadas pela Caixa Econômica Federal, e se em cada uma delas fossem instalados coletores de energia solar para aquecimento, teríamos um resultado imediato de transferência de renda, isso sem nenhum paternalismo. Se analisarmos os países mais desenvolvidos, eles já atentaram para a importância de aproveitamento da energia solar. Seguindo esse raciocínio, foi pesquisado as iniciativas que as cidades brasileiras estão desenvolvendo voltadas à políticas públicas de incentivo ao consumo de energia solar, dentre os municípios pesquisados podemos destacar as cidades de Florianópolis e de Porto Alegre. Alguns vereadores desses dois municípios já defenderam a criação de projetos de lei de incentivos fiscais voltadas para o seguimento empresarial para a implantação de sistemas de aquecimento solar. Um dos seminários mais importante sobre esse assunto tem como título CIDADES SOLARES, e já foi realizado em várias cidades do sul do Brasil. A forma pela qual serão concedidos os incentivos fiscais ainda está sendo estudada, mas em ambos os casos o benefício favorecerá a aquisição de equipamentos de aquecimento solar que possuam o selo do INMETRO. Ambos os projetos devem conceder incentivos maiores para produtos fabricados nessas respectivas cidades. Esse artigo de autoria de Pedro Bocchese, em parceria com os Doutores Márcio V. Souza e Sérgio L. Boeira, e Mestrandos Fernando Sedrez e Paulo Tractenberg foi aprovada pelo comitê internacional da DPH (rede de Diálogos para o Progresso da Humanidade).

Coluna para o Jornal Cidadania de Antônio Prado - Edição Setembro de 2009.